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Radar da Violência

Buriti Corrente



Depois de despejo dezenas de famílias ficam acampadas nas margens da BR 316

No último dia 26 de novembro, o Juiz Clésio Cunha determinou o cumprimento de mandado de reintegração de posse contra o povoado Buriti Corrente, situado na divida de Codó e Caxias. Ao todo, 28 casas foram demolidas, por 112 policiais. 42 famílias atingidas pela reintegração, apenas 4 retiraram-se da área de 5.380 hectares reivindicada pela empresa Empreendimento Turismo Pousada Buriti-Corrente O restante divide hoje barracões cobertos de palha de babaçú, às margens da BR-316.

As crianças de buriti não concluíram o ano letivo. Os pais permanecem na área, mas estão com medo de cuidar dos campos de melancia e plantar as roças.

A prefeitura de Codó doou 43 cestas básicas e um fazendeiro conhecido doou 180 quilos de peixe. As moradias improvisas incluem chiqueiros de bode. Quando chove à noite, todos ficam acordados, de pé, até a chuva passar.

A lavradora Francisca Ferreira da Silva foi parar onde antes os porcos eram criados. Ela e seus 10 filhos, o mais novo tem apenas seis meses.
O colégio foi derrubado e as crianças não têm mais onde estudar.
Hoje (13) uma comissão composta por servidores do INCRA, dirigentes da FETAEMA e do STTR de Codó, juntamente com o representante da empresa demarcarão uma parte da área para que os trabalhadoes permaneçam até a resolução da desapropriação. O acordo será homologado perante a Justiça.

Publicada em: 13/01/2009
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